| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Scleruridae |
| Swainson, 1827 | |
| Espécie: | S. macconnelli |
O vira-folha-de-peito-vermelho é um Passeriforme da família Scleruridae.
A espécie pode ser sintópica com outras espécies do gênero, das quais se distingue pelo pequeno porte e pelo bico muito longo e curvado. No colorido, difere do Vira- Folhas que tem a garganta esbranquiçada. Ocorre na Amazônia e no Brasil oriental em florestas de baixada úmidas e bem preservadas.
Existem sete raças de Vira-folha-de-peito-vermelho (mexicano, costa-riquenho, amazonense, andino, guianense, “dusky” e atlântico), e isso gera confusões taxonômicas entre as Organizações e plataformas de ornitologia e entre os autores e observadores de aves. Há uma certa tendência para que estas populações se tornem espécies independentes. Os caracteres vocais entre elas se mostram bastante diversificados, além é claro do isolamento geográfico entre as populações.
Seu nome científico significa: do (grego) sklërus = duro, rígido; e oura = cauda; e de macconnelli = homenagem ao viajante e coletor de espécimes inglês Frederick Vavasour McConnell-(1858–1914). ⇒ (Ave) com cauda rígida de McConnell.
Mede cerca de 16 centímetros de comprimento.
Tem coloração marrom-avermelhada, com garganta e peito ruivo-avermelhados, como também a região do uropígio; demais partes, de cor marrom.
É diferenciado de Sclerurus scansor pelo porte menor, bico mais longo e curvado, ausência de branco na garganta e pela vocalização. Uma característica notada em campo quanto à vocalização, é que S.scansor emite uma sequência longa de chamados de alerta, diferente de S.macconnelli. Este por sua vez parece emitir os chamados apenas entre as frases da vocalização principal.
Dentro da taxonomia adotada no Brasil, possui duas subespécies reconhecidas:
Basicamente insetos e outros artrópodes que encontra no solo da floresta, usando o bico para revirar folhas mortas.
Nidifica em túneis aparentemente escavados por ele próprio, em barrancos sujos ou encostas íngremes entre a serrapilheira do solo. Por ser uma ave solitária, raramente é observado em pares.
Habitam densas florestas úmidas, geralmente em baixa altitude nos sopés de morros e encostas, ou nos sombrios vales encachoeirados da mata atlântica litorânea (considerando o Estado de São Paulo). Percorre a serrapilheira esgravatando-a com os pés ou revolvendo-a com o bico de maneira curiosa: puxando a folha com força e jogando-a para o alto. Fato este que deu origem ao nome popular. Vocaliza em horário de crepúsculo, quase sempre ao nascer do sol ou final da tarde. O canto em si é uma sequência melódica, descrescente e aguda, inconfundível e harmoniosa. Quando em alerta emite um curto chamado “tshk” e pousa a baixa altura em algum galho ou cipó. Ocasionalmente segue bandos mistos pelo sub-bosque, possivelmente apenas dentro dos limites de seu território. Assustados, pousam em troncos verticais de árvores a pouca altura do solo, assemelhando-se então a certos Arapaçus do gênero Dendrocincla, ou afastam-se voando rente ao solo. É encontrado em repouso noturno dormindo em posição vertical, agarrado como um arapaçu, sobre paredões de pedra, terra escavada ou construções abandonadas na floresta (Ubatuba, observação pessoal).
Existem sete raças de Vira-folha-de-peito-vermelho (mexicano, costa-riquenho, amazonense, andino, guianense, “dusky” e atlântico), e isso gera confusões taxonômicas entre as Organizações e plataformas de ornitologia e entre os autores e observadores de aves. Há uma certa tendência para que estas populações se tornem espécies independentes. Os caracteres vocais entre elas se mostram bastante diversificados, além é claro do isolamento geográfico entre as populações. No Brasil existem três populações distintas habitando a floresta amazônica, mata atlântica do nordeste e mata atlântica do sudeste/sul.